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Bolha imobiliária

20/04/14

Para o corretor de imóveis brasileiro, a recente bolha imobiliária norte americana tem despertado uma dura questão: Nossa nação seguirá os mesmos passos?
É impossível deixar de fazer a associação. Afinal, há apenas 5 anos a bolha imobiliáriaque crescia em torno da comercialização de imóveis nos EUA estourou e seus impactos são visíveis até hoje. Com isso, a apreensão tem rondado corretoras imobiliárias e profissionais da área a respeito da condição do mercado brasileiro, que começa a se mostrar semelhante à do mercado norte americano pouco antes da crise.

Entendendo a bolha
A crise imobiliária norte americana teve sua origem na concessão indiscriminada de crédito e com jurosextremamente baixos para aquisição de imóveis. Basicamente, isso provocou o aumento da demanda e consequentemente dos preços. Os compradores passaram a procurar corretoras imobiliárias e a fazer aquisições confiando que ocorreria a valorização, o que criaria a possibilidade de refinanciamento da hipoteca com a extração de algum lucro. Essa é a famosa especulação.
Por um bom tempo isso funcionou pra muita gente e o mercado imobiliário seguiu a todo vapor. Esse sistema, porém, era insustentável. As compras nem sempre tinham lastro, ou seja, certos clientes adquiriam os imóveis, porém não tinham como pagar as prestações, a menos que ocorresse o aumento de preço. Sendo assim, os empréstimos eram de alto risco e quando os preços deixaram de subir, os problemas começaram.
O aumento da inflação fez com que a Reserva Federal aumentasse os juros. Isso levou à desvalorização nos preços dos imóveis, impedindo o refinanciamento e quebrando todos os envolvidos no processo descrito: o cliente sem patrimônio ou renda que permitisse o pagamento do imóvel, o banco, que tinha de lidar com a inadimplência em massa, e o corretor de imóveis, que dali para frente enfrentaria incontáveis dificuldades de comercialização.
Diferenças e semelhanças do mercado nacional
O Brasil possui algumas características que o afastam da condição norte americana e outras que, claramente, o aproximam. Primeiramente, o nosso sistema bancário central exerce um poder regulatório muito mais influente. Isso reduz a possibilidade de concessões indiscriminadas de crédito e, consequentemente, o nível de inadimplência. Em segundo lugar, boa parte das vendas realizadas hoje por corretores imobiliários têm relação com programas de subsídio do governo. Isso fornece uma garantia estatal (pelo menos sobre parte da compra).
Quanto às semelhanças, a primeira delas diz respeito à notável especulação em torno do mercado imobiliário. Todos os dias surgem novas construtoras e as corretoras imobiliárias estão lotadas de opções de venda. Cada vez mais pessoas investem seu dinheiro, esperando que ocorra o aumento de preços. Isso tem elevado a oferta e já é registrada a diminuição dos índices de valorização.
Outro aspecto que não pode ser ignorado é a inflação. Seu aumento em 2013 foi o maior dos últimos anos e isso tem provocado a elevação dos juros, no mercado como um todo. Os preços dos imóveis, se já não atingiram, estão muito próximos do seu ápice e as compras já não acompanham com a mesma intensidade as vendas.

O mercado brasileiro está protegido?
Se você é corretor de imóveis, com certeza já se fez essa pergunta. Como mostrado, o mercado brasileiro tem fatores prós e contras e tentar prever o futuro com exatidão é inútil. É fato, porém, que o Brasil vem apresentando crescimento em vários setores da economia, o que dá força diante de possíveis dificuldades financeiras. Além disso, a experiência adquirida com o exemplo norte americano é muito valiosa.
Apesar disso, é preciso tomar cuidado com os financiamentos, tanto imobiliário quanto de outros bens duráveis, que se tornaram extremamente comuns. As pessoas nem sempre possuem garantias que resguardem o pagamento, o que deve ser analisado com bastante cuidado por instituições financeiras. O corretor imobiliário, como qualquer outro profissional, deve se planejar e estar preparado para quaisquer guinadas na economia, pois apesar da estrutura nacional, existem fatores que podem propiciar situações críticas futuras.

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